terça-feira, 23 de abril de 2013

Médicos da APAMI serão remanejados para o Hospital Regional Monsenhor Antonio Barros


A secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) anunciou, durante reunião realizada ontem, uma série de medidas que visam a melhoria do atendimento na rede materno-infantil do Rio Grande do Norte. Entre as soluções apresentadas para amenizar a situação de caos, estão o remanejamento de profissionais  que atendiam na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (Apami) de São José de Mipibu e a suspensão do serviço de obstetrícia no hospital de Canguaretama. A demanda de ambas unidades será absorvida por um dos quatro hospitais regionais que a secretaria pretende reorganizar nos próximos vinte dias.

Para debater o problema e tentar encontrar soluções emergenciais, a Sesap realizou, na tarde de ontem, uma reunião que contou com a presença de representantes do Ministério Público Estadual (MPE), do Conselho Regional de Medicina (Cremern) e secretários de saúde de 22 municípios da I e III Regional de Saúde do RN. “A assistência nas maternidades públicas não é digna. Não é possível que vamos passar o resto das nossas vidas tentando apagar o fogo dessas situações problemáticas. Não vamos mais tolerar essa situação”, disse o titular da Sesap, Luiz Roberto Fonseca.

A Sesap definiu que quatro hospitais regionais serão reorganizados para ofertarem o serviço de obstetrícia. São eles: São José de Mipibu, Santo Antônio, São Paulo do Potengi e João Câmara. Para tanto, será necessário de alguns servidores. Nesse sentido, os profissionais que atendiam na Apami de São José de Mipibu serão relocados para o Hospital Regional Monsenhor Antonio Barros.

A ideia da Sesap é transformar os hospitais em oito municípios em referência no atendimento em determinadas regiões. Os municípios polos seriam: Pau dos Ferros, Caicó, Assu, Currais Novos, João Câmara, São Paulo do Potengi, São José de Mipibu e Santo Antônio. “Queremos que esses hospitais atuem com efetiva capacidade de resposta voltados à baixa e média complexidade”, disse Luiz Roberto.

Da  região norte à região sul, os relatos eram mesclados de insegurança, receio e medo. Nem sempre, o município de origem dessas mulheres tem uma resposta satisfatória. Em outros cinco (Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e São José de Mipibu) os hospitais são deficitários.

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