terça-feira, 17 de julho de 2012

IMPARCIALIDADE JORNALÍSTICA? SERÁ QUE ELES TÊM?


Nos últimos dias tem veículo de comunicação denominando-se ser totalmente imparcial e democrático, porém, não é bem isso que deixam claro em suas matérias.

Privo-me de citar nomes que constantemente tomam este tipo de atitude, mas me dou ao luxo de apontar uma pessoa que é um dos maiores exemplos de imparcialidade que já vi, afinal sempre deixou sua página a disposição de quem quer que seja, para mostrar os dois lados da moeda. Trata-se do competente Blogueiro Alexandre Freire, editor do Blog De Olho Em Mipibu, esse sim é um cidadão que merece todo o respeito da classe jornalística local.


Imaginemos um jogo de futebol no qual o juiz seja tendencioso e durante toda a partida assinale falta somente para uma das equipes... Isso seria inconcebível, inadmissível e traria terríveis conseqüências. A equipe adversária se revoltaria, seus torcedores se manifestariam das mais variadas formas, os mais mansos, com palavras de ordem e gritos de revolta, os mais violentos, com xingamentos e quebra-quebra generalizado...


Agora façamos a mesma comparação com um jornalista que não use de imparcialidade no exercício de sua profissão. Cabe ressaltar que a imparcialidade a qual nos referimos, consiste em oferecer espaço igualitário para críticas e elogios às pessoas e organizações, caso elas venham a merecê-las. Essa prática de justiça e retidão, imprescindível para a credibilidade do profissional, nem sempre é vista nos veículos de comunicação, a saber: jornais, revistas, internet, televisão e até mesmo no rádio.


Nesse momento que antecede às eleições, vale a pena fazermos a seguinte reflexão: “Às vezes, passamos uma vida inteira dando credibilidade a quem só se manifesta favoravelmente a um determinado político ou grupo partidário. Em outras ocasiões, nos deixamos influenciar pelas ideias dos que só sabem jogar pedras, dos que pertencem ao time do quanto pior, melhor”.


Imparcialidade é um dos tripés de sustentabilidade da ética. Sem imparcialidade, a ética é manca. E a ética, inegavelmente, é a melhor provisão de viagem da notícia, até o seu destino final: o ouvinte, o leitor, o telespectador.


Fazendo uma simples analogia, o jornalista seria uma espécie de juiz de futebol, substituindo o apito pelas palavras, usando-as para denunciar os deslizes e equívocos cometidos contra a população, mas, também as utilizando para anunciar as conquistas e vitórias da sociedade.


Estejamos, portanto, atentos a quem manipula as informações de forma tendenciosa. Talvez, à primeira vista, num primeiro momento, seja difícil identifica-los. No entanto, num próximo texto eles próprios logo se denunciam.

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